quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Diástole Iluminada

O Céu se abre em minha cabeça,sinto sua força vibrando por cada nervo,cada celula do meu corpo se enche de luz e energia,áurea positiva,sangue pulsando, a incerteza de um futuro proximo já não tem mais força para me amedrontar,e ao badalar do sino fúnebre,à nós,já não tem como assustar.
Ponho-me de corpo e alma,e é alma e é corpo,à todo respirar seu,cada lindo gosto e doce cheiro que tu tens,resplandece em meus sentidos,me fazendo sentir,tal sensação,que é renovada à cada instante.
Vivo a te desejar o bem,não mal,o qual,à tu,nada tens a fazer, e toda batida cardíaca minha,sua,nua crua, um pouco do nosso amor há de ter. Os planos para frente,nós despejamos para traz, a imagem na mente, e no esquecimento, jamais.
Nova ordem,revolução,para todos os efeitos,fugimos do padrão. Afinal, que graça teria então, e como teriamos nosso happy end, sem as glorias e feridas de batidas de um só coração?

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Sino Fúnebre

Choque de emoções constantes,Nuvens de má fé,
Imagens que não saiem da mente,a falta de visibilidade
das ideias me fazem perceber que estou tentando me
segurar no vazio,tentando chorar lágrimas não caídas,
e quanto mais eu tento mais eu tenho medo,e quanto
mais o medo me consome, mais eu perco a esperança
de sair de tal trevas.A Imagem, aqueles olhos,aquele ritmo
fúnebre de prostração ao badalar do sino da maldade,me leva
a crer que não sairei de tal rota morro a baixo,mas sempre
há uma luz,que me encaminha sempre à uma coisa que nunca irei
largar,que nunca terei como largar, a faísca que me aquece
e mantem vivo,até o ultimo badalar do sino,que com um frio
e ríspido toque,acabará de vez,com esse sofrimento.