segunda-feira, 28 de junho de 2010
Amarga Descrição
Penso em cada gole quando acordo,cada amarga faisca que atravessara minha garganta ácida e desviara de algum modo para meu coração. As descargas vitais passam a pulsar antes da glicose chegar ao meu sangue,antes do corte d'agua atravessar minha pele,antes do caminho trivial ao mais trivial de tudo isso.Sinto o sabor em minha boca antes de pensar no porquê de não sentir frio em um amanhecer de outono. Vivo cada dia,gero cada expectativa,baseado em uma força maior que nem meu ser,nem Freud conseguira entender,alias,seria Freud minha salvação? Bem,acho que não. Não me encomodo com o trivial,até acho interessante,dependendo do elemento que protagonizará o comum. As ideias que se perdem ao serem transcritas para o papel ou para o futil html de solidão,prefiro te-las em minha mente e não passar à frente,porém sou contradição pura,sou preto no branco,faisca na água ou apenas um insano.
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